Com certeza você já deve ter ouvido o termo outsourcing, principalmente se você atua no meio da tecnologia, ainda que o termo não esteja limitado a ela.
Outsourcing, nada mais é do que o processo de terceirização, ou o ato de terceirizar.
Os limites da terceirização são intimamente ligados a realidade da empresa, por exemplo, uma empresa do setor farmaceutico pode terceirizar toda sua área de TI, seja desenvolvimento ou o suporte ao cliente, e manter o foco no seu segmento, no seu cliente, enfim, onde gera receita.
A terceirização está em todos os lugares, muito comum por exemplo, é terceirização do serviço de segurança, quando se olha a entrada de alguma empresa e vê-se um sujeito uniformizado com uniforme que difere da empresa que estamos olhando, o que vemos é o processo do outsourcing em prática, mesma coisa para limpeza predial, limpeza das mesas em shopping centers, e por aí vai, então definitivamente não é um luxo disponível apenas para empresas de tecnologia.
Os fatores que levam uma empresa a terceirizar são os mais variados, eis alguns exemplos:
- Redução de custos – diretos ou indiretos.
- Aumentar o foco, ou focar, no verdadeiro segmento da empresa.
- Aquisição de expertise, por exemplo, preciso desenvolver um projeto de software na linguagem cobol e não possuo profissionais capacitados para fazê-lo. Dividir os riscos de algumas tarefas que para minha empresa não são triviais.
- Evitar o efeito “sanfona” em minha equipe, tenho por exemplo, um projeto que me demanda 15 profissionais com a certificação SCJP, e tenho atualmente 7, o projeto tem tempo estimado de 4 meses, o passivo trabalhista ou o risco de contratar um profissional que eu não conheço a capacidade produtiva e isto me gerar impactos financeiros.
Existe o famoso BRIC, conjunto países formado por Brasil, Russia, India e China, que são sem dúvida nenhuma os grandes terceirizadores no mundo, neste cenário a India ainda lidera disparado, mas o Brasil também está muito bem visto.
O best seller “O mundo é plano” do autor T. Friedman, é a grande referência mundial no que tange terceirização, ele leva o leitor pela história até o que ele chamou de o “achatamento do mundo, no século XX”.